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DFB 2013 Rádio
24 mai

PODQUINTA#4

Abre pod4

Na roda (de fogo) da semana, os tabus da moda e o eterno retorno do revisionismo nas araras e no guarda-roupa.

Você precisa de tudo o que tem? Quem trabalha com moda ganha pouco mas recebe muitos “mimos”? Moda sustentável combina com desejos de consumo? Qual a real função dos blogs de moda para a indústria? Os 90s já são o novo mood?

No set de pegada vintage, o electro de Miss Kittin, o manifesto do LCD Soundsytem, o tecno do Underworld e a melancolia remixada da diva country Dolly Parton. #mulherdepeito

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Para saber mais sobre os assuntos do Podquinta#4, a gente separou links que ajudam você a acompanhar a discussão.

Refinary 29

A moda sob o véu

Suzie Bubble

Shame on you Blogueira

Stela McCartney

É Sustentavel mas é horrivel  

Menos é mais na vida

Minimalismo hype

Transpotting 2

Back to the 90′s

Kill a Hipster

O bafo de “Behind the Candelabra” 

Trabalho ou lazer

Dolly Parton para ver ouvindo 

*Podquinta é o podcast da redação do DFHouse!

 

abre faustine

Da Redação

Imagine: trompe l’oeil em 3D.

Difícil de imaginar? Então, vamos por partes: o temo francês “trompe l’oeil”, em bom português, significa “enganar o olhar”. Agora, aplique esse conceito à textura do 3D. É a partir dessa equação que a estilista francesa radicada em Londres Faustine Steinmetz cria absurdas peças que, à primeira vista, parecem jeans… Mas basta chegar perto para descobrir que, na verdade, o denim é um mohair (uma espécie de lã artificial com aspecto destroyed), cheio de imperfeições e acabamentos manuais.

Formada em 2011 pela Central Saint Martins, Faustine chamou atenção ao derrubar os ideias do guarda-roupa feminino de luxo: pintou casacos de pele com tinta acrílica e criou sacolas de supermercado em couro.

Nas mãos da francesa, o tal “jeans” é feito manualmente por ela mesma e dois estagiários, em um tear tradicional. Assim, o jeans nosso de cada dia vira um delicado tecido, diáfano e suave ao toque. A ordem é subverter as texturas e a intenção é clara: atribuir um novo valor a nossas escolhas diárias, cada vez mais descartáveis.

Para conhecer melhor o trabalho da jovem estilista, acesse aqui!

abre butcher

Da Redação

O ilustrador e diretor de arte curitibano Butcher Billy já é conhecido por seu crash de cultura pop e sutis pitadas de crítica social. Este mês, ele divulgou uma nova série, “The Post-punk / New Wave Super Friends”, que propõe um crossover entre super-heróis (Superman, Mulher Maravilha, The Flash e Aquaman, entre outros) e ícones da música alternativa dos 80′s, como Morrissey, Siouxie e Robert Smith).

Sempre surpreendente e divertido, o traço afiado de Butcher Billy aponta também para o universo do cinema e dos games. Sua série de personas “vestindo” o capacete de Batman é tão incrível quanto a série “Clockwork Orange Babies”, que transforma a gangue ultraviolenta do filme de Stanley Kubkrick em crianças fofinhas!

O trabalho do designer tem rendido frutos em todo o mundo: tabloides ingleses pedindo permissão para publicação offline; artistas de graffiti de Nova iorque, querendo os originais para fazer street art; até uma fábrica de pranchas de snowboard na Finlândia já usou os desenhos do curitibano.

Aqui na redação, a gente é fã do cara, que produz tudo de maneira 100% digital, utilizando programas como Illustrator e Photoshop.

Confira mais exemplos do talento de Butcher Billy na galeria a seguir. E, para conhecer melhor seus trabalhos, clique aqui!

abre Karlheinz copy

da Redação

Com o punk ainda dominando as rodinhas fashionistas – graças, em parte, à megaexpo Punk: From Chaos to Couture, no Metropolitan Museum of Art – o Met -, em Nova Iorque, a gente acabou descobrindo conexões bem absurdinhas com o movimento que redefiiniu a moda e a cultura nos últimos 35 anos.

Em plena Suíça dos anos 50, o fotógrafo Karlheinz Weinberger (1921-2006) produziu uma série de fotos da, então, juventude rebelde que encontraria eco, décadas depois, nos punks britânicos.

A série de fotos registra o estilo de adolescentes suíços da falida classe operária. Sem dinheiro e com muitas ideias na cabeça, os jovens misturaram elementos da cultura pop norteamericana com referências indústriais e feitas à mão. O resultado revela e adianta vários fundamentos do vestuário e da atitude punk: rasgados, puídos, couro e metal, com destaque para as inacreditáveis fivelas de cinto em tamanho giga.

O registro dos pré-punks feito por Weinberger virou livro e pode ser encomendado aqui!

Confira o trabalho de Karlheinz e surpreenda-se!

17 mai

PODQUINTA#3

Abre pod3

Da redação

Semana puxada para quem procura novidades no mundo da moda. Por isso, o Podquinta#3 abre o leque e transforma o novo disco da dupla francesa Daft Punk em pretexto para uma discussão acalorada sobre cultura pop. Na roda, assuntos diversos como os dotes (ui!) de chocolatier do ex-pornstar brasileiro Harry Louis (atual namorado do estilista Marc Jacobs – o casal estampa nossa foto fofa de abertura!); a febre das calças listradas (também conhecido como Efeito Beetlejuice); as primeiras notícias do Festival de Cannes 2013 e outras amenidades.

Dê play agora e divirta-se (ou não) com a gente!

Daft Punk e a pirâmide da tour de 2007

• O gênio Giorgio Moroder

O chocolate-família de Harry Louis

• Pornalizer

Hipster Hitler

Azealia Beettlejuice

Cannes

Webaward Grimmes

Lana Del Rey divando ao vivo

Hipsters deveriam pagar mais caro por serem chatos

Toca do Plácido

10 mai

PODQUINTA#2

0 Abre pod2

Da Redação

Tínhamos nos pronunciado, logo no início da semana, com “não temos nada a comentar sobre red carpets”. Era tudo mentira.

Mais uma vez, os editores do DFHouse, Charles W. e Ivo Escossia, receberam o podcast team para por na roda os assuntos da semana.

Do baile de gala da Vogue no Metropolitan, em NY, ao novo video de David Bowie, nossos devaneios sobre movimento punk, moda e música estão aí, prontos pra você ouvir. Se curtir, compartilha e se não, espera pelo terceiro.

Bom programa!

Nos links abaixo, você conhece um pouco melhor as referências que viraram assunto na nossa rodinha.

Miss Westwoodhttp://www.viviennewestwood.co.uk/

Suricate Seboso http://www.facebook.com/suricateseboso

Breaking Amish http://www.tlc.com/tv-shows/breaking-amish 

Lauryn Hillhttp://www.lauryn-hill.com/

http://www.guardian.co.uk/theguardian/shortcuts/2013/may/07/lauryn-hill-jail-tax-evasion-music

Anthony Vaccarello http://www.facebook.com/pages/ANTHONY-VACCARELLO/329000855265

The Worse Room Everhttp://theworstroom.tumblr.com/

Met Gala http://comoeumesintoquando.tumblr.com/post/49869424820/vejo-alguns-looks-do-tapete-vermelho-do-met-ball

Savages | http://savagesband.com

Dieta Paleolítica | http://thepaleodiet.com/#

http://vogue.globo.com/mundo-vogue/noticia/2013/05/comer-pra-que-fazer-jejum-esta-na-moda-saiba-mais-sobre-dieta-da-vez.html

 

abre bangladesh

Por Maarji Castilho

O fato de dois raios cairem em um mesmo lugar não pode, simplesmente, ser fruto do acaso. Nesta quinta, 09/05, um novo incêndio em uma indústria têxtil mata sete pessoas, no polo confeccionista de Daca, em Bangladesh. É mais uma triste notícia a somar-se às centenas de mortes no desabamento de uma fábrica de tecidos na mesma cidade, duas semanas atrás. Além da dor, o silêncio do setor para este que já está sendo considerado o pior acidente da história da moda tem se revestido muito menos de choque e luto do que de culpa.

Se formos analisar, o  desastre em Bangladesh é, em um cenário maior, o mais recente desdobramento de um processo adotado de forma sistemática pelas empresas têxteis há pelo menos três décadas. Nesse período, profundas mudanças sociais tem transformado conceitualmente o produto de moda no Ocidente, atribuindo cada vez mais valor ao poder do branding do que na manufatura em si. Assim, hoje, a experiência da compra de uma tag torna irrelevante se a roupa é feita na Espanha ou em quintais super lotados de imigrantes bolivianos em São Paulo.

Os recentes casos Cori e Zara aqui no Brasil são primos próximos da tragédia de Bangladesh. A transferência de responsabilidade pela manufatura de seu produto final não implica em isenção da responsabilidade socioeconômica da marca. E nisso, estão juntas tanto empresas do relativamente recente fenômeno fast fashion quanto as tradicionais maisons da exclusividade europeia.

Não se pode atrelar a qualidade de uma peça ao valor de etiqueta. Dizer que é eticamente preferível comprar em marcas mais caras do que em grandes magazines é iludir-se com pouco. A verdade é que mesmo os famosos selos de garantia “Made in Italy” ou “Made in USA” trazem consigo a invisibilidade do trabalho barato de imigrantes chineses de um lado e mexicanos do outro. A exploração é a mesma.

Então qual a solução?

Depois de Bangladesh, muitos cidadãos do primeiro mundo (os principais consumidores e alvo final dessa história toda) tem-se mostrado preocupados. Alguns afirmam que seus países de origem não deveriam mais trabalhar com países onde não há leis trabalhistas efetivas. Isso não resolve lá muito, tanto pelo que foi dito acima, quanto pelo risco de que, de uma forma ou de outra, alguns insumos da cadeia têxtil terem passado por esse tipo de processo, como é o caso do algodão e dos tecidos chineses. Além disso, simplesmente ignorar a situação de trabalhadores de países subdesenvolvidos parece ser uma alternativa cruel: muitos dos que morreram em Bangladesh teriam “empregos” muito piores não fosse aquela tecelagem.

Por um outro lado, o exemplo de movimentos como o Occupy, com seu slogan afirmando que “nós somos os 99%”, tem alertado para a questão da extrema concentração de riqueza do capital empresarial. Isto envolve diretamente não somente os CEOs e altos executivos da LVMH e PPR, mas também todos nós do ramo de confecção local, que mandamos nossas fichas técnicas de produto para facções sabe-se lá em qual periferia da “city”.

Olhando assim, por alto, já dá pra ver que a solução está longe de ser encontrada. O fato é que, convenhamos, a indústria da moda, assim como o sistema atual de produção e consumo atingiu um ponto crítico. Precisamos acordar em meio aos nossos looks e perceber que a forma como consumimos tem um forte caráter político. E isso pode até parecer um mero blablabla para nós, aqui, “a salvo”. Mas não para os 810 trabalhadores têxteis mortos em Bangladesh.

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dica: Tá a fim de fazer compra online de maneira responsável e ética? No site/app  Goodguide, os produtos são rankeados cientificamente, de acordo, com três aspectos básicos: saúde, meio ambiente e sociedade. O site é composto por uma equipe de especialistas em diversas áreas (como Saúde Ambiental, Engenharia de Meio Ambiente, Filosofia, Direitos Humanos, Direito Internacional, etc) e você pode comparar diversos produtos. Prepare-se para se surpreender com as notas de algumas marcas de moda bastante conhecidas. Vai lá, faz uma busca!

abre marina

À primeira vista, a intérprete da vulcânica e despudorada Samantha Jones, de Sex and the City, nada tem a ver com o universo denso e reflexivo da performer Marina Abramovic.

Mas, como nem tudo (felizmente) resume-se às primeiras impressões, Kim Cattrall e Marina são tipo BFFs. Em matéria para a V Magazine, o senso de humor e o amor à moda as unem. Enquanto Kim foi uma das protagonistas do maior fashion statement das sitcoms americanas, Marina é musa e roomate de Riccardo Tisci, diretor criativo da Givenchy.

Uma amostra inusitada e artsy dessa relação é o editorial fotografado pela dupla Santiago & Mauricio, que traz a dupla em vestes austeras, cercadas por fios de ectoplasma. Espirtismo define. #táamarrado!

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Marina Abramovic para V Magazine @ Santiago & Mauricio

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Kim Cattrall para V Magazine @ Santiago & Mauricio

Abre jeans

por Charles W.

Nas últimas quatro décadas, o incensado segmento do jeans premium passou do céu ao inferno. Da inserção no prêt-à-porter com a Calvin Klein nos 70s, passando pela febre da Diesel nos 90s e atingindo o apogeu nos 2000s com a 7 For All Mankind virando ícone de status & riqueza, o jeans deluxe caiu em desgraça em 2007, na esteira da crise econômica global.

É. Já não fazia mais nenhum sentido desembolsar centenas de dólares por um par de jeans.

Daí pra frente, a lógica do mercado arrochou ainda mais as regras: para sobreviver, as marcas foram obrigadas a reduzir preços e custos de produção. Quem conseguiu acompanhar, ficou pra contar história.

Mas parece que a maré dá indícios de mudança. O instituto britânico de pesquisas sobre consumo, NPD, divulgou um estudo que indica que o segmento que mais cresce no mercado de jeans é exatamente o premium (aquele que custa acima de 75 dólares). A pesquisa avalia essa fatia de mercado em cerca de 1,4 bilhão de dólares e registra um aumento de 17,3% nas vendas em fevereiro deste ano, em relação ao mesmo período em 2012. Só para comparar, o mercado global de jeans cresceu apenas 7% em valor, enquanto as vendas unitárias permaneceram estáveis.

Vale lembrar que, há dois anos, o segmento de jeans premium ainda não tinha atingido a marca de US$ 1 bilhão. De lá pra cá, foram vendidos cerca de 13,5 milhões de pares de jeans desse segmento.

Entre os motivos dessa retomada do jeans premium, o NPD aponta os tecidos de alta qualidade e a abordagem sustentável: a sueca Nudie Jeans, por exemplo, fabrica peças em 100% algodão orgânico. Em entrevista para o site Business Of Fashion, o criador da Natural Selection, marca de premium denim, engrossa o coro e entrega a fórmula: “a enorme quantidade de marcas competindo atualmente vai fazer o consumidor pensar mais sobre os valores que ele está procurando, seja na qualidade, na informação de moda, na ética da empresa, etc”.

Apesar do otimismo, é bom segurar os ânimos: a retomada do jeans premium ainda está só no comecinho. Marcas que são a cara do segmento, como a True Religion, a Lucky Brand e a própria 7 For All Mankind foram vendidas a grupos têxteis que costumam comprar empresas em processo de falência.

Em todo caso, é sempre bom ouvir notícias que reposicionam o jeans na pauta da moda – e do consumo de luxo – mais uma vez!

0 Abre RadioHouse

Por Ivo Escossia

De acordo com a Wikipedia, Quentin Crisp (1908 – 1999), foi um escritor, ator e modelo inglês. Em 1968, publicou suas memórias “The Naked Civil Servant”, que trouxeram corajosamente a público as suas fortes convicções sobre a homossexualidade.

Já de acordo com a gente, Sir Crisp é um libelo a ser celebrado em alto e bom som, com música de primeira.

Após uma breve introdução com as palavras do ícone em si, a diva-mor da melancolia, Beth Gibbons (a voz do Portishead) abre a sequência matadora de belas e tristes canções. No set, com forte pegada melancólica – pra combinar com essas chuvas invernais -, grandes nomes da fossa contemporânea (como James Blake e Antony and the Johnsons) e pequenas pérolas obscuras.

01 – Quentin Crisp – Stop The Music For A Minute / Erik Satie – Gnossienne No 5

02 – Portishead – The Rip

03 – Airhead – Wait

04 – My Bloody Valentine – New You

05 – Andy Stott – Numb

06 – Digital Mystikz – Anti War Dub

07 – Djrum – Arcana (Do I Need You)

08 – James Blake – A Case of You

09 – Antony and the Johnsons – The Lake

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